[…] Deixei mofando no canto do quarto aquele velho diário cujas folhas negras de rabiscos jazia. Simplismente palavras ali não existiam pelo fato de não ter descrição por tamanha dor e tristeza no meu martírio. A morte humana pode ser um sofrimento para os que ficam, mas é uma dádiva para os que vão. Libertar-se das limitações da carne é o presente final para aqueles que enfrentaram a dureza da vida. Mais um último pedido que deixarei por escrito é que em minha lápide: “ Ao verme que primeiro roerá as frias carnes do meu cadáver. ” Antes que isso aconteça, tenha certeza de que eu levarei alguns junto a mim. […]

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