São em horas decadentes que percebe-se quantos amigos se tem. Percebe-se que não há pra quem correr. Percebe-se que não há pra quem gritar por ajuda. Percebe-se que não há quem tenha um ombro pra chorar. Uma solidão até então não notada. Não por falta deles. Mas por que sua vida se foca em poucas pessoas. E talvez só uma delas seja amiga o bastante. E aí, quando a causa é essa pessoa, não há pra quem correr. E você se vê só. Percebe-se, então, que não há quem pergunte um verdadeiro “você está bem?” e no fim só resta você e seus pensamentos e a agonia para que aquela única pessoa que existe resolva o que causou.

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