Por que
você escreve?” Esse
é o tipo de pergunta que é encontrada sem ser realmente morta. Eles
acham que a consciência me escapa, mas não. Eu posso lhes dizer muitas coisas
em cada texto. Eu posso dizer o nome da pessoa que combina e a
cidade que for mais esquecida. Posso me interver com rimas mal
feitas e inventar pedaços de versos jogados no chão. Quando,
como e por que. O que eu não posso dizer na minha tentativa de desenterro
interior é exatamente isso, é o que realmente precisa ser dito.
Não posso dizer, porque, além de ser uma arma super
específica e mutável, além de ser uma prisão torturante para quem quer que
leia, além de ser um motivo a mais para viver ou morrer, eu
simplesmente não sei. Eu escrevo porque não sei dizer.
E porque preciso que cada um mate as perguntas que nem
eu mesma consegui encontrar.

A necessidade de escrever vem antes do o quê.
ResponderExcluirGK